#tinhamaisgentelendo na Segunda Grande Guerra

 

A Segunda Guerra Mundial também foi uma guerra de narrativas e da criação massiva dos livros de bolso. É no contexto desse monumental combate simbólico que o nazismo destruiu mais de 100 milhões de livros, que continham o que os seus partidários entendiam como ideias perigosas.  Entre os dez mil autores que tiveram suas obras proibidas na Alemanha, estavam Émile Zola, Ernest Hemingway, John Dos Passos, H.G.Wells, Jack London e Upton Sinclair. As reações dos Aliados  a tudo isso podem ser conhecidas em Quando os Livros Foram à Guerra, da americana Molly Guptill Manning (Tradução de Carlos Szlak, Casa da Palavra, 272 páginas). Uma história que relata como bibliotecários, editores, populares e especialmente a Armed Services Editions forneceram milhões de livros para milhões de soldados em lugares como o desembarque da Normandia, nas trincheiras da Europa e nas batalhas do Pacífico. Obras como A quinta coluna, de Ernest Hemingway,  O grande Gatsby, de Scott Fitzgerald, e Babbitt, de Sinclair Lewis, iam dentro das mochilas, onde – em formato de bolso – ao lado de armas, roupas e suprimentos, levavam o poder da ficção e dos sonhos. (Paulo Nassar)

Paulo Nassar é professor Livre-docente da ECA-USP e diretor presidente da ABERJE

 

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TEMMAISGENTELENDO

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