NOVIDADE: lançamento de e-commerce dos livros no blog. Veja como será!

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A partir de hoje, o blog “Tem Mais Gente Lendo” disponibilizará e-commerce dos livros que indica nos posts. A ferramenta tem dupla função: facilitará a vida dos seguidores e também ajudará o blog a se manter vivo e atualizado, sempre com informações e dicas novas para os seguidores.

O funcionamento do e-commerce é bem simples. Você só precisará clicar no link do post e será direcionado para a página do e-commerce. Lá você encontrará as informações do livro e da compra. Os preços praticados serão os mesmos encontrados em outras livrarias virtuais, com a vantagem de que no nosso blog, você comprará a melhor edição e tradução do livro em questão, selecionada especialmente pelos nossos colaboradores e especialistas na área. Assim, garantimos que terá sempre mais gente lendo, a melhor versão das obras, e continuaremos a incentivar a formação de mais e novos leitores no Brasil.

 

5 tipos de leitores que você encontra no metrô

Por Raquel Vandromel

A caminho do trabalho, da faculdade, da escola ou da consulta médica; o metrô é sempre uma ótima oportunidade de colocar a leitura em dia.

Abaixo, listamos 5 tipos de leitores que você provavelmente já encontrou no metrô:

O emotivo

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Ao ler sobre a morte do Dumbledore em O Enigma do Príncipe (agora sim, né?), ele não se contém e chora no meio da Linha Vermelha, às 7h da manhã. E você quer oferecer um lencinho para o pobre coitado que está soluçando ao seu lado e dizer: “eu te entendo”.

O Digital

O Digital

Pode ser Simone de Beauvoir no Kindle, Machado de Assis no Kobo ou Ilíada no iPad. Ele carrega uns 150 títulos de livros em um só lugar. Já tem e-reader com aroma de livro?

O equilibrista

O Equilibrista

Ele segura mala, mochila, sacola, casaco, em horário de pico. Em pé ou sentado, ele sempre acha uma posição confortável para ler seu livro no metrô. Prioridades, gente, por favor.

O concentrado

O Concentrado

Ele mergulha tanto na leitura, mas tanto que às vezes perde a estação que precisa descer. Cuidado, sempre preste atenção no vão entre o trem e a plataforma, ok?

O Andarilho

O Andarilho

A caminhada entre a saída do trem e a porta da estação pode muito bem ser a oportunidade perfeita para terminar aquele capítulo importante. Ele anda e lê, lê e anda (às vezes para no meio do caminho). Sempre pare do lado direito da escada rolante, tá Sr. Andarilho? ;)

E você? Qual tipo de leitor você é no metrô?

Raquel Vandromel é uma Relações-Públicas, leitora ávida, cinéfila, seriemaníaca e pseudopoeta. Nascida em São Paulo no comecinho da década de 90. Adora botar vírgula onde não tem e queria mesmo era viver de vento.

15 situações que todo leitor assíduo já passou

Por Raquel Vandromel

1. Quando você está tão concentrado na leitura que responde sim, mesmo sem saber o que te perguntaram.

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Se posso emprestar R$ 1 milhão? Ahn, claro.

2. Quando você está tentando ler e falam com você.

Fica quietinho pra eu gostar de você.
Fica quietinho pra eu gostar de você.

3. Quando batem na porta do quarto e você está em uma parte importante do livro.

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“Estou lendo, saia do meu quarto”.

4. Quando você está em público e lê uma parte interessante da história.quando-você-está-em-público

5. Quando a estação que você vai descer está chegando e você quer terminar o capítulo.5. quando-a-estação-que-você-vai-descer6. Quando dizem “nossa, você está lendo ISSO?”.

Não, não. Só estou folheando por diversão.
Não, não. Só estou folheando por diversão.

7. Quando o livro é tão bom que você arruma brechas no seu dia para lê-lo.7. quando-o-livro-é-tão-bom8. Quando você organiza a mala para viajar.

Alguém disse viagem? 32 quilos? Quanto isso dá em livros?
Alguém disse viagem? 32 quilos? Quanto isso dá em livros?

9. Quando você termina um bom livro.9. quando-você-termina-um-bom-livro

10. Quando você termina um livro não tão bom assim.quando-você-termina-um-livro-não-tão-bom-assim

11. Quando perguntam se você gosta de ler.quando-te-perguntam-se-você-gosta-de-ler

12. Quando o mundo parece parar na companhia de um bom livro.quando-o-mundo-parece-parar

13. Quando você tem uma epifania durante a leitura.

Ah, então era isso!
Ah, então era isso!

14. Quando digo que vou ao parque, estou imaginando:quando-digo-que-vou-ao-parque

15. Quando dizem para eu largar o livro e voltar para o mundo real:

“São tempos difíceis para os sonhadores”.

Raquel Vandromel é uma Relações-Públicas, leitora ávida, cinéfila, seriemaníaca e pseudopoeta. Nascida em São Paulo no comecinho da década de 90. Adora botar vírgula onde não tem e queria mesmo era viver de vento.

O fenômeno da literatura da fantasia

Você sabe o que é literatura de fantasia? Não? Pense melhor. Talvez só não tenha ligado o nome à “pessoa” – ou, no caso, ao gênero. Certamente, você já viu aqueles cinco calhamaços que deram origem à série da HBO Game of Thrones – viu como é familiar?

Se você ainda não reconheceu o tema, a gente te conta mais sobre ele. A literatura de fantasia tem conquistado um espaço especial nas estantes dos aficionados por leitura. Não é preciso procurá-la muito nem nas livrarias, que oferecem diversas opções de sagas nessa linha, nem entre os leitores – nos vagões do metrô de São Paulo, por exemplo, os livros representantes do gênero marcam forte presença e, não à toa, aparecem constantemente nas listas dos mais clicados que o TMGL divulga quinzenalmente, sempre no topo do ranking. Engana-se, entretanto, quem aposta que é uma moda passageira: o primeiro volume da saga Harry Potter, sucesso mundial da autora J.K. Rowling e publicado, no Brasil, pela editora Rocco, ganhou vida em 1997 – isso mesmo, 18 anos atrás! – e, até hoje, tem presença forte não só na mídia, mas, também, entre os fãs da saga (muitos deles que a acompanham desde crianças).

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De lá para cá, o gênero ganhou força e, atualmente, as opções são diversas: O Senhor dos Aneis, As Crônicas de Nárnia, Jogos Vorazes, Divergente… esses são apenas alguns exemplos de um segmento da literatura que não para de crescer, tanto que algumas editoras, como Rocco e Sextante, criaram selos especiais para esses títulos – Fantástica Rocco e Saíde de Emergência do Brasil, respectivamente. Mas o grande nome do momento já não é nenhum mistério, como adiantamos lá em cima: o best-seller As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin, publicado pela editora Leya, já contabiliza, somando todos os volumes da série, 3,5 milhões de livros vendidos no Brasil e cerca de 25 milhões pelo mundo.

Direcionada para o público jovem adulto, a literatura de fantasia tenta mostrar, a cada história, que não tem nada de superficial. Recentemente, a professora especializada em literatura fantástica na Unesp, Karin Volobuef, afirmou ao site da revista Veja que “a literatura fantástica discute valores como amizade, lealdade e fé, com simbologias mais profundas, além de abarcar dimensões psicológicas, éticas e morais (…) Ela tem um forte substrato mítico e filosófico, que passa por diferentes linhas de pensamento, geralmente com viés crítico”.

Não foi por acaso, portanto, que o gênero conquistou leitores diversos. Débora Nunes, estudante do último ano de Direito, conta que a relação com esse tipo de história vem desde criança: “Acompanhei o ‘boom’ Harry Potter, era uma pottermaníaca que comprava o livro na pré-estreia e ficava enlouquecida com todo o universo. E adoro esse tipo de literatura até hoje, não sei se tenho uma preferida, o gênero em si é um dos preferidos”, afirma. Fã de Game of Thrones, ela garante, ainda, que os livros que originaram a série já ganharam espaço na lista dos próximos que serão lidos. Já o engenheiro da Embraer Henrique de Paiva, que leu As Crônicas de Gelo e Fogo de capa a capa, foi além: “eu gostei tanto do mundo criado pelo autor da série que decidi criar o meu próprio e, hoje, escrevo fantasias por diversão”, conta. Ele considera que esse é seu estilo favorito de livro, já que “nela podemos sair do nosso próprio mundo e mergulhar em outro, completamente novo, sem saber o que esperar e tendo como único limite a criatividade do autor”.

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Se o gênero provou relevância junto a seus leitores, nas editoras não poderia ser diferente. Para entender melhor esse fenômeno, o TMGL conversou com a editora do selo Fantástica Rocco, Larissa Helena. Confira mais abaixo:

TMGL: Qual é a representatividade da literatura de fantasia no universo Rocco? Por que vocês decidiram criar o selo especial?

L.H.: Livros de fantasia sempre tiveram muita força no catálogo da Rocco. Não temos um percentual estabelecido, mas temos histórias de sucesso no gênero desde Anne Rice e os livros do Harry Potter. Isso sem falar nas nossas distopias, como Jogos Vorazes e Divergente. Ultimamente, começamos a perceber uma demanda muito grande por livros crossover – que pegassem tanto o público jovem adulto como o público adulto. Quando convidamos o Raphael Draccon e a Carolina Munhóz para fazer parte do nosso time de autores, achamos que era a ocasião perfeita para lançar o selo crossover dedicado à fantasia, à ficção científica e ao terror, que já vínhamos pensando em criar há alguns anos.

TMGL: Quais são os três títulos de vocês mais vendidos desse gênero?

L.H.: Todos os livros do selo Fantástica lançados em 2014 (Cemitérios de Dragões, O Reino das Vozes que Não se Calam e a coletânea Doctor Who: 12 doutores, 12 histórias) tiveram vendas muito boas e já tiveram reimpressões. O Reino das Vozes que Não se Calam, parceria da Carolina Munhóz com a atriz Sophia Abrahão, vendeu mais de 30 mil exemplares e se mantém no ranking dos mais vendidos de ficção nacional da Nielsen desde o lançamento.

TMGL: Quais são as apostas de vocês para a literatura de fantasia? Pretendem expandir o portfólio desse gênero?

L.H. No momento, estamos lançando o premiado Alif, o Invisível, da escritora e autora de quadrinhos G. Willow Wilson, sobre um jovem hacker vivendo em um estado de exceção no Oriente Médio. E, ainda neste ano, a Fantástica vai lançar o primeiro título da Samantha Shannon, uma autora que ficou famosa no exterior como “a nova J.K. Rowling”: com apenas 21 anos, ela conseguiu vender por uma soma altíssima a série The Bone Season, que fez com que editores no mundo inteiro corressem para comprar, e teremos o prazer de trazer essa série para os leitores no Brasil.

Autores brasileiros ganham espaço no gênero

Na entrevista acima, a editora Larissa Helena já adianta dois dos nomes brasileiros que estão despontando na literatura de fantasia: Carolina Munhóz, integrante do Potterish (um dos maiores sites sobre Harry Potter do mundo), eleita a melhor escritora pelo Prêmio Jovem Brasileiro e autora de títulos como O Inverno das Fadas (Casa da Palavra) e o recente O Reino das Vozes que Não se Calam, em parceria com a atriz Sophia Abraão (Rocco); e Raphael Draccon, conhecido principalmente pela trilogia Dragões de Éter (editora Leya) e pelo lançamento Cemitério de Dragões (Rocco).

Mas outros autores brasileiros já representam o gênero no país, como Eduardo Spohr (trilogia Filhos do Éden, da editora Verus), Fábio M. Barreto (Filhos do Fim do Mundo, editora Casa da Palavra) e André Vianco, que dá vida a diversas histórias com foco em vampiros (como Vampiros do Rio Douro e O Vampiro – Rei, ambos da editora Novo Século).

Autores consagrados em outras linhas também arriscam no ramo

O sucesso dos livros fantásticos é tanto que mesmo alguns autores que, em geral, seguem outra linha literária já chegaram a se arriscar em território desconhecido e experimentar a fantasia, como o romancista nipo-britânico Kazuo Ishiguro – veja o post sobre ele.

Por Jéssica Ciorniavei

Kazuo Ishiguro se arrisca no terreno da fantasia com “O Gigante Enterrado”

O romancista nipo-britânico Kazuo Ishiguro – famoso por obras como Os Vestígios do Dia (que deu origem ao filme homônimo, estrelado por Anthony Hopkins) e Não Me Abandone Jamais – desenvolveu algo completamente diferente em seu novo título: O Gigante Enterrado, que narra uma história que se passa em um tempo antigo, há dois mil anos, e no terreno literário de George R.R. Martin (autor de As Crônicas de Gelo e Fogo) e J.R.R. Tolkien (autor da trilogia O Senhor dos Aneis).

giganteA Inglaterra habitada por ogros, duendes, cavaleiros e dragões configura um enredo totalmente diferente do que o autor já havia produzido até então. A obra, que chega ao Brasil em junho pela Companhia das Letras, é um rompimento com a linha de romances sóbrios que o Ishiguro escreveu em seus 33 anos de carreira. Será uma das próximas obras que veremos nos vagões?

Conheça a iniciativa que retrata os leitores dos vagões brasilienses

A jornalista Ana Elisa Santana encabeça um projeto similar ao TMGL nos metrôs de Brasília. O Li no Metrô – que conta com um blog e uma página no Facebook – faz imagens de leitores nos vagões e, também, tem o objetivo de registrar o que a própria Ana lê enquanto utiliza o transporte público. Conversamos um pouco com ela para entender um pouco mais sobre a iniciativa, e o resultado você confere na entrevista a seguir.

TMGL: Como vocês tiveram a ideia do projeto?

Ana: No ano passado, eu me mudei para um apartamento próximo a uma estação de metrô e resolvi que era a hora de fugir do trânsito e ajudar o meio ambiente voltando a usar o transporte público. Como a viagem de metrô da minha casa ao trabalho demora cerca de meia hora, voltei ao velho hábito de carregar livros comigo e ir lendo pra matar o tempo. De uma média de um livro por mês, passei a ler bem mais: às vezes, chego a ler um por semana. A ideia do blog veio da vontade de guardar detalhes que eu gostei dos livros que li, e também registrar algumas coisas desse trajeto que faço usando o transporte público.

TMGL: Quem faz as imagens são vocês mesmos? Vocês sempre falam com as pessoas sobre os livros ou apenas veem o nome, na capa?

Ana: Eu mesma faço as imagens no metrô, e tento sempre não identificar as pessoas. Também incentivo amigos e familires a me mandarem fotos do que elas estão lendo no transporte público. Como o foco do meu blog é registrar o que eu tenho lido, e é mais um hobby mesmo, eu ainda não abordei pessoas pra conversar sobre os livros que elas estão lendo. Mas não é algo que eu descarte fazer, com o tempo.

TMGL: Pretende expandir o trabalho? Buscar parceiros?

Ana: Por enquanto, tenho feito algumas tentativas de parcerias com editoras, mas não há nada muito concreto. Também pretendo chamar mais pessoas para escrever comigo no blog, mas acredito que ainda vá demorar um pouco para partir para esta etapa. Minha ideia mais forte é continuar a registrar minhas impressões sobre os livros e trocar ideias com as pessoas sobre o que elas têm lido, tentando incentivá-las a manter o hábito da leitura.

Tudo por livros – o relato de quem encarou a fila de cinco horas da Cosac Naify

Apesar de morar há mais de três meses em São Paulo, ainda não aprendi uma regra básica: paulistas adoram filas. E digo que não aprendi porque ainda me assusto com os quilômetros de gente enfileirada em frente a qualquer lugar que você vá, independente do horário e dia da semana. Suponho que um dos critérios para se definir se algo vale a pena está diretamente relacionado ao número de pessoas dispostas a ficar horas em pé esperando. Não tem fila, não é legal.

Ontem, em plena quinta-feira no meio da tarde, acabei entrando na maior e mais inesperada fila da minha vida. Foram exatas cinco horas em pé (ou sentada no chão, escorada na parede, caindo pros lados, agachada, sei lá). E acredite, todos estavam ali por um motivo nobre e até inusitado: livros. A editora Cosac Naify está abrindo as portas até o dia 22 para um bota-fora, devido à mudança de endereço. Fui ao local inocente e descompromissada, movida mais pela curiosidade do que pela certeza da compra, sem jamais imaginar que tanta gente teria a mesma ideia.

Não venha me dizer que brasileiro não lê. Lê sim e, assim como eu, muita gente se dispôs a enfrentar uma fila que começava debaixo de chuva forte, continuava em uma rampa, entrava em um corredor, ziguezagueava em uma salinha esquisita, voltava pro corredor, passava de novo na rampa e finalmente chegava ao destino. No galpão da Cosac Naify, uma selva de ávidos leitores disputavam títulos e capas, saltitando e indo à loucura frente às plaquinhas que indicavam preços entre R$5,00 e R$40,00.

Ainda na entrada, uma senhora me entregou uma sacola enorme vazia. “Toma outra, você vai precisar”, ela disse me passando um segundo saco. Confesso que no momento achei um exagero, mas ao ver as pessoas que já tinham comprado comecei a entender a situação. Depois de encarar mais de duas horas só para entrar, não dava pra sair de lá sem sentir que o tempo perdido foi válido. Tinha gente levando cinco sacolas cheias, caixas, bolsas de feira, mala de viagem. Uma loucura.

Cinco minutos rodando entre as mesas de promoções era o suficiente para encher uma sacola. Confesso que fiquei um pouco decepcionada com a quantidade de títulos literários disponíveis, mas não posso negar que as biografias especiais e os fotolivros estavam realmente atraentes. Tinha gente fazendo coleção de biografia do Woody Allen, do David Bowie, dos Rolling Stones. Consegui apanhar uma antologia maravilhosa dos Beatles abandonada debaixo de uma mesa, por um preço bem acessível. Designers estavam no céu. E ainda ouvi uma moça confessar para a amiga que se segurou para não comprar vários livros infantis de R$5,00 para um filho que ainda não nasceu (e nem vai nascer nos próximos nove meses, de acordo com o tamanho da barriga e a magreza dela).

Depois de conseguir decidir o que levar e o que abandonar, chegava a terceira parte do desafio: a fila do pagamento. Ela começava na rampa, rodeava as mesas de promoções (se misturando com as pessoas que ainda compravam), descia de novo a rampa e rodeava a fila que rodeava as mesas. Como se já não estivesse difícil o suficiente entender a logística da coisa, ainda havia um agravante: o peso dos livros. Em apenas uma hora arrebentei minhas duas sacolas. Depois consegui arrumar uma caixa para jogar a mercadoria, que comecei literalmente a chutar toda vez que a fila andava. Vi várias sacolas abandonadas pelas paredes. Tinha gente quase caída no chão.

Dor nas costas e nos braços à parte, fiquei bem feliz após pagar a conta. Todos os cinco livros reunidos não compravam um único exemplar “The Beatles – Antologia” pelo preço normal. Quanto às filas absurdas, após cinco horas até comecei a ficar com aquele sentimento de tempo perdido – mas pensei melhor e cheguei à conclusão que não se perde tempo com livros.

Por Carol Argamim Gouvêa