Conheça projetos que distribuem livros no metrô

 

Você deve ter acompanhado a notícia de que a atriz Emma Watson (a personagem Hermione dos filmes Harry Potter) escondeu, na semana passada, 100 unidades do livro Mom and Me and Mom, de Maya Angelou, em diferentes estações de metrô, em Londres. O objetivo foi intensificar a divulgação, de forma lúdica, da literatura clássica e contemporânea feminista. O que nem todos sabem é que a iniciativa fazia parte de um projeto ainda maior, o Books on the Underground, criado em Londres em 2012.

A intenção de o Books on the Underground é formar novos leitores e incentivar a leitura, deixando livros espalhados pelas estações de metrô da cidade inglesa. Para viabilizar a ação, contam com a parceria de editoras, produtores de filmes e escritores. Deu tão certo que a ideia inspirou outros países a fazerem o mesmo.

Um ano após o lançamento do projeto inglês, surgiu o Books on the Subway, em Nova York. E aí o efeito dominó se deu: em 2014 Books on the L, em Chicago, e também o Books on the Metro, em Washington. No ano seguinte, Books on the Rail, em Sydney, Australia. Por enquanto, aqui nada, mas fica a dica para termos cada vez mais gente lendo.

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Hábito da leitura pode aumentar longevidade em até dois anos
Hábito da leitura pode aumentar longevidade em até dois anos

Essa é a conclusão de estudo, da Universidade de Yale, nos EUA, que acompanhou 3635 participantes por 12 anos.

A pesquisa foi publicada em setembro desse ano, no jornal Social Science & Medicine, surpreendendo leitores e até mesmo os autores do trabalho. Os epidemiologistas Becca R. Levy, Martin D. Slade e Avni Bavishi, da escola de Saúde Pública, da Universidade de Yale, declararam que não esperavam chegar à conclusão tão relevante. Segundo o estudo, pessoas que leem até meia hora por dia podem viver, em média, dois anos a mais do que aqueles que não têm esse hábito. Os pesquisadores acompanharam a vida de 3635 participantes, com mais de 50 anos, por 12 anos, que se encaixavam em três perfis: leitores assíduos, leitores eventuais e pessoas que não liam livros.

O estudo chegou a indicativos curiosos. Os principais beneficiários são aqueles que preferem livros, e de ficção. Jornais e revistas não são tão eficazes no aumento da longevidade, assim como acompanhar mensagens em e-mails ou postagens em mídias sociais não entram nessa contabilidade. Os pesquisadores explicam que para “reverter” horas de lazer com o livro em vantagens para a saúde é necessário que haja um envolvimento cognitivo intenso capaz de melhorar o raciocínio, a concentração, o pensamento crítico e a inteligência emocional, dentre tantas outras coisas, que parece que só a ficção pode promover.

Outros estudos revelam que a leitura realmente traz aprimoramentos neurais concretos com consequentes melhoras na qualidade de vida, prevenindo inclusive doenças relacionadas à senilidade. Mas os estudiosos concordam que há muito, ainda, a se descobrir entre neurologia, saúde e livros. Enquanto a ciência não comprova em laboratório o que sabemos na prática, continuemos firmes na literatura, certos dos deliciosos benefícios que ela nos traz.